quarta-feira, 14 de agosto de 2013
RESENHA DO FILME O PIANISTA

O Pianista se passa em Varsóvia, na Polônia, onde de fato houve o maior número de judeus mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, de 1939 à 1944.
Em torno da história verídica de um pianista judeu polonês, o filme relata exatamente a forma com a qual os nazistas os eliminavam.
Szpilman, personagem central da história, é obrigado a se retirar da cidade junto com toda a sua família e outros milhares de judeus poloneses a caminho de um bairro construído pelos nazistas, que os isolava do resto da população não judia de Varsóvia. Nesse bairro foi construído um muro para evitar que os judeus tivessem acesso ao resto da cidade.
Antes disso, os judeus já eram bastante discriminados pelo alemães. Era proibida a entrada dos mesmos em parques, restaurantes e até em determinadas ruas. Até o banheiro que frequentavam não era utilizado pelos alemães, já que consideravam o povo judeu como um "povo sujo".
Para que fossem facilmente identificados, os nazistas impuseram aos judeus o uso de uma faixa branca no braço com uma estrela de David estampada em azul.
De dentro de sua casa, no bairro judeu, o pianista presenciou uma das cenas mais chocantes de sua vida: um homem aleijado ser atirado da janela de sua casa abaixo. O motivo? Ele não ter se levantado quando os soldados de Hitler adentravam em sua residência e ordenaram que todos ficassem de pé. Todos se levantaram, menos ele, já que era cadeirante. Os nazistas logo trataram de jogá-lo pela janela, em seguida mataram todo o resto de sua família.
Após três anos convivendo no bairro, Szpilman viu sua família ser transferida junto com muitos outros judeus para um campo de concentração nazista de extermínio. Os nazistas os enganavam, dizendo que seriam todos transferidos para trabalharem, sendo que na verdade todos estavam sentenciados à morte.
O pianista foi escolhido por um dos soldados para permanecer em Varsóvia e trabalhar em construções para eles, junto com alguns outros 'sortudos'. Ao fim do dia de trabalho, os alemães escolhiam a dedo alguns judeus para serem mortos com um tiro na cabeça, isso para diminuir o número de judeus cada vez mais.

Um fato interessante é que os nazistas agrediam judeus até mesmo em comemorações de Ano Novo. Era a forma que eles encontravam para se autoafirmarem.
Durante o filme, Szpilman é ajudado a sair do bairro de exploração judeu e reencontra uma cantora polonesa não judia que o idolatrava quando ele tocava piano na cidade de Varsóvia antes da guerra. Ela decide ajuda-lo e arruma um apartamento, num prédio trancado, para que ele se esconda lá até que os nazistas se acalmem e o extermínio dos judeus acabe. Mas não é o bastante. Szpilman se vê obrigado a mudar de lugar várias vezes devido a covardia e aos ataques nazistas na região.
A primeira reação dos judeus aos alemães ocorreu em 19 de abril de 1943, em Varsóvia. Reação essa frustrada, já que os alemães possuíam armas de destruição em massa e exterminaram os judeus.
Em 1º de agosto de 1944, a população de Varsóvia destruiu o hospital para onde iam os soldados alemães feridos em combates entre a Alemanha e as tropas aliadas, que aconteciam na Alemanha. Devido a essa atitude, os nazistas destruíram a cidade de Varsóvia e dizimaram sua população. Eles matavam e empilhavam os corpos, uns sobre os outros, para atearem fogo. Destruíram tudo: prédios, indústrias e todos os que fossem contra o "Führer".
Numa das vistorias aos escombros, um dos nazistas, o capitão Wilm Hosenfeld encontrou Szpilman no porão tentando abrir uma lata de mantimentos. O capitão o perguntou se ele era judeu e o que fazia antes do extermínio. Quando ele começou a tocar piano, Hosenfeld se sensibilizou e não comentou com os outros sobre o que viu. Sempre que podia, levava comida para o pianista e chegou até a lhe dar seu paletó da potência ariana.
Devido a ameaça da Rússia, mais poderosa e bem armada do que os já fragilizados alemães, os nazistas tentaram se retirar da Polônia. Porém, foram capturados pelos russos.
Nesse momento, o inverso ocorreu. Szpilman voltou a ser o grande pianista de antes e, no campo de concentração russo onde foram colocados os nazistas capturados, ele ajudou o capitão alemão que o manteve em segredo por bastante tempo nos escombros em Varsóvia.
Szpilman foi um dos sobreviventes ao massacre de judeus e viveu até o ano de 2000, morando em Varsóvia.
Considero esse filme maravilhoso e com certeza recomendo para quem vai prestar provas para o vestibular e enem, pois ele mostra com detalhes algumas práticas da era nazista durante a Segunda Guerra.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
AULA ATIVIDADE DO MÊS DE FEVEREIRO
sábado, 3 de agosto de 2013
LEMBRANÇAS DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
TEXTO: O LOBO CALUNIADO
Outra versão de uma história muito conhecida.
A fonte: LIEF, Fern. In: “Direitos Humanos no
Brasil, conferencia para educadores”. São Paulo, Editora Artes Gráficas. 1986.
Pode ser usado para trabalho com questões
relacionadas a interpretações, literatura, versões diferentes do mesmo fato,
novos olhares, pontos de vista, razão, etc.
O Lobo Caluniado
O Lobo Caluniado
A floresta era o meu lugar. Eu
morava lá e cuidava dela. Tentava mantê-la limpa e em ordem. Num dia
ensolarado, enquanto estava retirando o lixo que um campista havia deixado,
ouvi uns passos. Pulei atrás de uma árvore e vi uma menina meio feia descendo o
caminho e carregando uma cesta. Logo desconfiei dessa menina porque estava vestida
de uma maneira muito estranha: toda de vermelha e com a cabeça coberta de tal
forma que parecia não querer que alguém soubesse quem era. Claro que parei para
verificar quais eram suas intenções. Perguntei quem era, aonde ia, de onde
vinha. Ela me contou uma história mal contada, de que ia para casa da avó com
uma cesta de comida. Parecia ser uma pessoa honesta, mas acontece que ela
estava na minha floresta e, de fato, parecia meio suspeita com essa roupa
estranha que vestia. Então, resolvi lhe dar uma lição para mostrar como era
séria essa história de se pavonear pela floresta sem ser anunciada e vestida
dessa maneira.
Deixei-a seguir seu caminho, mas
logo corri na frente para chegar na casa de sua avó. Quando vi aquela senhora
simpática e lhe expliquei meu problema, ela concordou que sua neta precisava
aprender uma lição. Escondeu-se debaixo da cama, esperando que eu a chamasse
quando fosse necessário. Quando a menina chegou, eu a convidei para ir ao
quarto onde eu estava. Eu estava na cama, vestido como sua avó. A menina entrou
toda corada e disse alguma coisa malcriada sobre minhas grandes orelhas. Já
havia sido insultado antes, tentei então aproveitar suas palavras, sugerindo
que minhas grandes orelhas me ajudariam a ouvir melhor. O que eu quis dizer é
que gostava dela e queria dar maior atenção ao que ela dizia. Mas aí, ela fez
mais uma gozação, dizendo que meus olhos eram esbugalhados. Agora você pode
entender o que eu estava começando a sentir por aquela menina. Com essa fachada
tão bonita, ela escondia ser uma pessoa muito desagradável. Mas resolvi lhe
dizer que meus olhos grandes me ajudavam a vê-la melhor.
O insulto seguinte realmente me
atingiu. Eu tenho um problema com esses meus dentes muito grandes. E essa
menina fez uma malcriação a respeito deles. Sei que deveria me controlar, mas
pulei da cama e rosnei dizendo que meus dentes me ajudariam a comê-la melhor. Agora,
vejam bem, nenhum lobo comeria uma menininha, todo mundo sabe disso, mas essa
menina maluca começou a correr pela casa gritando e eu correndo atrás dela
tentando acalmá-la. Eu já tinha tirado a roupa da vovó, com a qual estava
vestido, mas isso parecia piorar as coisas. Até que, de repente, a porta se
abriu som um estrondo e um lenhador grandão estava lá de pé, com seu machado.
Eu o olhei e vi que estava em apuros. Havia uma janela aberta perto de mim e
pulei fora.
Gostaria de dizer que este foi o
fim da história. Mas acontece que aquela vovó nunca contou o meu lado da
história. Logo espalhou o boato de que eu era um lobo mesquinho o chato. Todo
mundo começou a se esquivar de mim. Não sei bem o que aconteceu com aquela
menina, mas eu não vivi feliz para sempre.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
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